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Bem-vindo!

PAZ E ALEGRIA!

Nós somos o Grupo Flor do Carmelo, pequena florzinha de Nossa Senhora do Carmo, estamos buscando viver a espiritualidade carmelitana na cidade de Bauru, centro-oeste paulista desde 23 de agosto de 2010, quando nos reunimos a primeira vez, ainda na casa de Juliana e Fábio, estes já estavam caminhando com a Comunidade irmã de Nossa Senhora do Carmo de Avaré-SP.

Atualmente nos reunimos na Paróquia Imaculada Conceição - R. Cyrênio Ferraz de Aguiar, nº 3-104 - Pres. Geisel em Bauru-SP todo 3º domingo às 17:00h.

 

                       

 

À todos os(as) irmãos(as) que tenham sede de intimidade com o Senhor e buscam uma espiritualidade para viver e uma comunidade para partilhar, estamos de braços abertos para acolhê-lo, aqueles que simplesmente desejam conhecer mais da espiritualidade do Carmelo, estamos felizes de por este meio partilhar com todos deste grande tesouro.

 

Como confessar-se bem?

Pe. Carlos Adriano Santos dos Reis, EP
 
 

Instituindo o Sacramento da Reconciliação, Jesus Cristo manifestou claramente o modo como quer perdoar os pecados dos homens. Quais são as condições para nos beneficiarmos de sua incomensurável misericórdia?

 

Era uma quinta-feira ensolarada e úmida na capital paulistana, perto do fim do ano. A Catedral da Sé abriu suas portas para os fiéis já cedo, como de costume. Às nove horas começavam alguns padres a caminhar pelos corredores laterais do grande edifício em direção aos confessionários, diante dos quais vários fiéis aguardavam a chegada do sacerdote.

- Para que essas filas dentro da Igreja? - perguntou a um deles um curioso observador.

- Estamos esperando para nos confessarmos.

- Como assim?

- Essa fila é para a Confissão, para que o padre nos atenda. Você é católico?

- Sim... Faz tempo que ouvi falar disso. Somente na minha Primeira Comunhão. Como é mesmo?

- A Confissão é para Deus perdoar nossos pecados. Ajoelhamos ali no confessionário, junto ao padre, e ele perdoa em nome de Deus.

- Ah! E... Deus perdoa mesmo?

- Sim, claro, desde que haja arrependimento.

- Já fiz tanta coisa errada na vida...

 

sacerdote arauto atende confissoes..jpg
Deus poderia perdoar os pecados de
outra maneira, mas expressou
claramente sua vontade de 
fazê-lo através de um sacerdote

Seguiu-se um silêncio prolongado, enquanto o visitante ia mudando de expressão e se abstraia das coisas em torno de si. Entrara na Catedral movido por mera curiosidade e sentia-se agora convidado a mudar  de vida. Há tanto tempo não se confessava, e já nem sabia como fazer. Trinta, quarenta anos?

- Eu também posso entrar na fila?

Qualquer um perceberia o drama interno desse desconhecido, a quem Deus chamava à conversão.

- Sim, entre aqui na minha frente.

Um passo decisivo fora dado na vida daquele homem rumo à salvação de sua alma. Colocou-se junto ao demais, à espera de sua vez, mas não conseguia mais falar, pois as lágrimas corriam às torrentes pelo seu rosto.

"Terei Eu prazer com a morte do ímpio?"

Casos como este não são raros em nossos dias. Quantos e quantos homens fizeram bem sua Primeira Comunhão, mas depois, infelizmente, levados pelas preocupações da vida, deixaram-se arrastar pelas atrações do mundo e esqueceram-se por completo de seus deveres para com Deus!

Continuam sendo católicos, sim, mas católicos cuja fé tornou-se como uma brasa abafada debaixo da espessa camada de cinzas dos pecados. E mal guardam na memória alguns resquícios de suas primeiras lições de Catecismo, aprendidas na infância.

Deus, entretanto, não os esquece. Em certo momento Jesus Cristo bate paternalmente à porta de suas almas com um carinhoso convite para fazerem uma boa Confissão.

Que coisa terrível seria uma pessoa, por causa dos seus graves pecados, ser condenada às masmorras eternas, onde os réprobos são castigados com o afastamento de Deus, para o qual foram criados, e sofrem terríveis tormentos, sem um só instante de alívio!

Ele, porém, sumamente misericordioso, não deseja para o pecador esse destino: "Terei Eu prazer com a morte do ímpio? - diz o Senhor. - Não desejo, antes, que ele se converta e viva?" (Ez 18, 23). Deus quer nos perdoar, e para isso estabelece esta condição: a confissão de nossos pecados a um de seus ministros.

Deus perdoa através do sacerdote

A Confissão é um dos mais palpáveis sinais da bondade de Deus. Gravemente ofendido por aquele que peca mortalmente, Ele tem poder para fulminar com uma sentença de eterna condenação o pecador, e ao fazê-lo, praticaria apenas um ato de justiça. Deixou-nos, entretanto, este Sacramento por meio do qual perdoa ao penitente todos os pecados, por mais graves e numerosos que sejam.

É bastante conhecido o episódio da primeira aparição do Divino Mestre a seus discípulos, após a Ressurreição. Com medo de serem, também eles, perseguidos e condenados, estavam reunidos numa sala com as portas fechadas, quando de repente apareceu-lhes Jesus. Soprando sobre eles, disse nosso Redentor: "Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos" (Jo 20, 22-23). Estava instituído o Sacramento da Confissão!

Assim, desde os primórdios da Igreja os fiéis procuraram os Apóstolos para confessar-lhes suas faltas, e receber deles a absolvição. Esse poder de perdoar, dado por Cristo à sua Igreja, é conferido aos presbíteros através do Sacramento da Ordem. E é assim que foi passando de geração em geração através dos séculos até os nossos dias.

Requisitos para uma boa Confissão

Claro está que Deus poderia perdoar os pecados de outra maneira, mas expressou claramente sua vontade de fazê-lo através de um sacerdote no Sacramento da Reconciliação: "Em verdade vos digo: tudo o que ligardes sobre a Terra serásacerdote arauto atende_ confissoes..jpg ligado no Céu, e tudo o que desligardes sobre a Terra será também desligado no Céu" (Mt 18, 18), disse Jesus aos Apóstolos. Como nos beneficiarmos desse Sacramento?

Deus sumamente misericordioso é também justo. Ele quer que, para utilizarmos bem esse maravilhoso recurso, nos submetamos a algumas condições sem as quais a Confissão não só de nada nos serviria, mas se tornaria nociva para a alma.

Quais são esses requisitos? Sintetizando, a Igreja nos ensina que cinco coisas são imprescindíveis para uma boa Confissão: fazer um bom exame de consciência, ter dor dos pecados, fazer o propósito de não mais cometê-los, confessá-los e cumprir a penitência imposta pelo confessor. Mas em que consiste precisamente cada uma dessas exigências?

O exame de consciência

Antes de tudo, deve-se fazer um exame de consciência. O fiel desejoso de obter o perdão de suas faltas, precisa antes auscultar sua alma, para saber quais pecados ainda não foram confessados. Não é necessário trazer à memória os pecados de toda a vida, mas apenas os cometidos desde a última Confissão bem feita.1

Um fato narrado nas Sagradas Escrituras bem demonstra a importância do exame de consciência. O Rei Davi cometera dois pecados: adultério e homicídio. Enviado por Deus, o profeta Natã supriu por meio de uma severa advertência a falta do exame de consciência da parte do rei. E só assim este caiu em si e foi capaz de se arrepender e pedir perdão (cf. II Sm 12, 1-13).

Nesse episódio do Antigo Testamento, podemos verificar outro bom motivo para o exame de consciência: auxilia-nos a ter dor de nossos pecados, isto é, nos ajuda a arrepender-nos. Se nos detivermos em conhecer seriamente cada uma das ofensas feitas a Deus, dispomo-nos a sentir por elas verdadeira tristeza e, assim, a obter o perdão.

O exame de consciência precisa ser feito com cuidado, sem precipitação. É importante rememorar os pecados cometidos por pensamentos, palavras, atos e omissões, percorrendo, para esse fim, os Mandamentos da Lei de Deus e da Igreja, a lista dos pecados capitais e as obrigações de nosso próprio estado. O exame deve abranger também os maus costumes
a serem corrigidos, e as ocasiões de pecado a serem evitadas.

Mas a Igreja, como boa mãe, nos recomenda também evitar de nos deixarmos levar pela exagerada preocupação de ter esquecido alguma falta ou circunstância. Certa vez, Santa Margarida Alacoque, inquieta e perturbada, estava fazendo com excessivo cuidado seu exame de consciência para a Confissão. Apareceu-lhe então o próprio Nosso Senhor e a tranquilizou: "Por que te atormentares? Faze o que podes. Eu amo os corações contritos que se acusam sinceramente dos pecados que conheçam, com a vontade de não mais desagradar-Me".

Qualquer pessoa, seja por deficiência de memória, seja por relaxamento, pode sentir dificuldade em rememorar os pecados ainda não confessados. Sem a ajuda de Deus, ninguém consegue fazer nada bem. Por isso, é muito adequado começar o exame de consciência com uma oração, pedindo-Lhe, através de Nossa Senhora ou de nosso Anjo da Guarda, que ilumine nossa mente para reconhecermos todas as nossas faltas e nos dê força para detestá-las.

Quantas vezes pequei? Eis uma importante pergunta a ser feita. Um soldado recebeu em combate três graves ferimentos. Levado ao hospital, mostrou ao médico só duas de suas feridas; ocultou a terceira, movido por um tolo sentimento de vergonha. De nada adiantou o médico ter curado as duas lesões que conhecia, pois o soldado morreu em decorrência do agravamento da terceira.

Ora, a Confissão também é um ato de cura. Se quisermos reatar  nossa amizade com Deus, e termos a alma curada das chagas de nossos pecados, devemos pedir perdão de todos e cada um deles. Por isso, em se tratando de pecados mortais - faltas em matéria grave, com pleno conhecimento e pleno consentimento da vontade -, deve-se investigar tudo; inclusive, na medida das possibilidades, quantas vezes foi praticado determinado ato pecaminoso, e em que circunstâncias. É relevante relatar na Confissão as situações que agravam o pecado. Por exemplo, roubar de um pobre é mais grave que de um rico. Tratar mal os pais, a quem devemos a vida, é mais grave do que fazer o mesmo a um colega da escola. As circunstâncias agravantes devem ser apontadas porque o sacerdote, para perdoar, precisa conhecer com clareza os pecados. Da mesma forma como um médico, ao atender um paciente, precisa primeiro avaliar bem o quadro da doença, a fim de poder aplicar-lhe o remédio mais adequado. Se omitirmos essas informações por malícia, a Confissão será mal feita, portanto, nenhum pecado será perdoado.

Ter dor dos pecados

O mais importante para o penitente obter o perdão de Deus é o arrependimento, ou seja, ter um desgosto pela falta cometida e uma vontade firme de não mais recair nela. Naturalmente, não há necessidade de derramar lágrimas pela dor dos pecados, mas é preciso no íntimo do coração se lamentar de ter ofendido a Deus, mais do que se nos tivesse ocorrido qualquer outra desgraça.

Sem arrependimento, a Confissão não tem nenhum valor. Não é possível obter o perdão de Deus sem odiar a falta A cura da hemorroísa - Catedral de Salamanca (Espanha.jpgcometida, sem a disposição de jamais repeti-la. Essa postura de alma deve estender-se a todos os pecados mortais, sem exceção. E para obter o perdão de nossas faltas na Confissão, basta um arrependimento por medo dos castigos acarretados pelo pecado - a atrição -, embora o melhor seja que nos arrependamos por termos ofendido a Deus - a contrição.

O arrependimento também abrange a confiança na misericórdia divina pois, a dor dos pecados sem essa virtude poderia dar em desespero.

O firme propósito

Havendo, de fato, arrependimento pelos pecados cometidos, se produzirá na alma o propósito, a firme vontade, resolutamente determinada, de nunca mais repeti-los e de fugir das ocasiões próximas, de evitar tudo o que induz ao mal: pode ser uma pessoa, um objeto, um lugar ou mesmo uma circunstância que me põe em perigo de ofender a Deus.

Devo humildemente me acusar?

Conta-se que, certo dia, estava Santo Antonino de Florença numa igreja e percebeu um demônio bem próximo da fila da Confissão. Desgostado, o Arcebispo dirigiu-se ao anjo mau e lhe perguntou:

- O que estás fazendo aqui?
- Ora, pratico uma boa ação.
- Mas será isso possível?!

- Sim, vim fazer uma devolução. Normalmente os cristãos têm vergonha do pecado. Por isso, antes de caírem eu procuro tirar-lhes a vergonha. Agora que vieram para se confessar, devolvo-a, para que diante do confessor eles omitam as suas faltas.

Uma Confissão mal feita pode levar uma alma a condenar-se, e é isso que o demônio quer. Por vezes, pode acontecer de sermos tentados a calar os nossos pecados ao confessor, ou a não contá-los direito. Para que isso não aconteça, é interessante recordar também como deve ser a acusação dos pecados no Sacramento da Confissão.

Primeiramente é preciso, seguindo o mesmo princípio do exame de consciência, contar ao padre todos os pecados mortais cometidos após a última Confissão bem feita. Se alguém oculta um só pecado grave propositalmente na Confissão, além de não receber o perdão de nenhum, acaba cometendo outro, por estar ofendendo algo sagrado instituído pelo próprio Cristo. Ou seja, é ao próprio Jesus que se está mentindo.

A Confissão deve ser sincera. O penitente deve acusar ao sacerdote os seus pecados com objetividade, evitando desnecessárias delongas, que podem até prejudicar a clareza da matéria. A falta de sinceridade quanto à maneira de acusar os pecados é outra tentação do demônio contra a qual é imprescindível precaver-se. E também as desculpas podem ser ocasião de tentação: justificar os pecados, criando atenuantes, não se reconhecendo inteiramente culpado de suas próprias faltas ou colocando a culpa nos outros.

Por fim, devo cumprir a penitência

No fim da Confissão, o sacerdote impõe a penitência também chamada de satisfação. Em geral é uma oração ou uma obra boa, que o confessor ordena ao penitente como expiação de seus pecados.

Pelo nosso senso de justiça, sabemos que a toda ofensa deve corresponder uma reparação proporcional. O mesmo princípio se aplica a Deus: quando ofendido, Ele também merece uma reparação. Se a ofensa contra Deus é grave, o pecador merece o inferno, pois a punição reparadora deve ser proporcional ao ofendido: neste caso, eterna. Mas a Confissão sacramental, além de perdoar a culpa do penitente, apaga a pena eterna, que é comutada numa pena temporal. Por isso, quando alguém se confessa, seus pecados estão completamente perdoados, mas sua dívida com Deus ainda não foi inteiramente paga. Por isso o sacerdote impõe a penitência após a Confissão: ela tem o objetivo de reparar o mal cometido contra Deus. Entretanto, pode ocorrer de ser perdoada a pena temporal inclusive na própria Confissão; quando o penitente tem uma extraordinária dor por seus pecados.

A Confissão por Giuseppe Molteni - Fundação Cariplo - Milão (Itália).jpg
A Confissão deve ser sincera. O penitente
deve acusar ao sacerdote os seus 
pecados com objetividade,
evitando desnecessárias
delongas

Claro está que o próprio Jesus, com seus sofrimentos e sua morte na Cruz, satisfez a divina justiça quanto aos nossos pecados, pagando já a nossa dívida em relação a Deus. Por isso na Confissão é perdoada a nossa culpa e a punição eterna. Mas Deus exige, com todo direito, que também nós, quando possível, façamos algo como satisfação dos nossos pecados. E essa pequena satisfação também é exigida para a compreensão da gravidade de nossas faltas, para que nos sirva de remédio aos pecados e nos preserve de recaídas.

Deus perdoa os que se confessam bem

Tudo na vida deve ser levado a sério e mais ainda as coisas relacionadas com Deus. Por isso, devemos praticar com muita fidelidade os ensinamentos da Igreja acerca do Sacramento da Confissão, sempre confiantes de que, através dele, são perdoados todos os nossos pecados, somos auxiliados a não recair neles e nos é restituída a paz de consciência. Certa vez, apresentou-se a Santo Antônio de Pádua um grande pecador para confessar-se. O coitado estava tão confuso que mal conseguia falar. Chorava e soluçava com tanta veemência que não conseguia exprimir ao Santo nenhuma de suas faltas. Para ajudá-lo o confessor sugeriu-lhe docemente que fizesse um exame de consciência escrito:

- Vai, escreve os teus pecados e, depois, volta para confessá-los.

O penitente seguiu o conselho. Depois, leu no confessionário as suas faltas, tal como as havia escrito. Assim que terminou a Confissão, grande milagre! O papel onde o pecador havia escrito cuidadosamente suas ofensas a Deus ficou completamente em branco, pois tudo o que havia sido escrito desaparecera!

Este prodígio muito nos consola e anima para nos aproximarmos com retidão e confiança do Sacramento da Penitência, que é capaz de destruir em nós o pior mal que existe, o pecado. Nosso Senhor instituiu este Sacramento para todos os membros pecadores da sua Igreja, dando-lhes uma nova possibilidade de se encontrarem com Deus e de restaurarem a amizade com Ele. ² 1 Somente a Confissão bem feita perdoa de fato os pecados. Se alguém, por malícia ou vergonha, deixasse de acusar-se de um ou mais pecados, sua Confissão seria inválida. (Revista Arautos do Evangelho, n.149, Maio/2014, p. 33 à 37)

 

Ser Carmelita

 
 
 
Vocação – palavra que usamos habitualmente e não sabemos bem o seu significado.
 
Vocação: é a graça que Deus nos concede para que possamos realizar aquilo a que nos chama.
 
É a capacitação que Deus nos concede para realizar algo. Deus capacita todos os chamados, ou seja, ele dá os meios, os instrumentos para segui-lo.
 
Chamados a ser carmelita.
Se Deus te chamou a vida carmelitana, quer dizer que Ele te deu tudo o que necessitas para chegar a ser um bom carmelita.
 
Deus não chama ninguém a mediocridade.
 
Deus chama a ser em plenitude.
 
Ser carmelita é uma vocação específica, diferente de qualquer outra família religiosa. Ser carmelita é diferente de ser capuchinho, diferente de ser beneditino, diferente de ser marista, diferente de ser diocesano.
 
Por que é diferente?
 
Porque temos um carisma próprio – peculiar – de viver o Evangelho.
 
Temos um estilo, um modo, um jeito de seguir Jesus Cristo diferente das outras Congregações religiosas.
O que é ser Carmelita?
 
1º) Ser uma pessoa de oração.
 
Somos conhecidos na Igreja como uma família dedicada à oração. Precisamos mudar a nossa mentalidade a respeito da oração.
 
A oração não pode ser apenas um momento de repetir fórmulas prontas, mas um momento de intimidade com Deus.
 
A oração para nós “é um relacionamento de amizade com aquele que sabemos que nos ama”.
 
A oração nasce da necessidade de um coração fascinado – atraído – enamorado – encantado por Deus.
A oração é...
- a água que vitaliza;
- o sol que ilumina;
- o motor que move e
- o alimento que fortalece
Ser orante e não apenas fazer oração. Viver na presença de Deus. Colocar os nossos olhos unicamente no Cristo. No dizer de Santa Teresinha: “Não se passou três minutos de minha vida sem que eu pensasse em Deus”.
 
2º) Viver em fraternidade.
 
O desejo de Santa Teresa de que reinasse em nossas comunidades o espírito de família.
 
Fraternidade = Frater = Frei = Irmão. Devemos viver como irmãos uns dos outros.
 
Diz Santa Teresa: Nessa casa ...
- todos hão de se amar;
- todos hão de ser amigos;
- todos hão de se querer bem;
- todos hão de se ajudar;
- todos hão de ser iguais.
 
Para tanto precisamos dialogar. Conhecer para amar.
 
Quanto mais santa tanto melhor de conviver.
 
3º) Ser alegre.
 
Com Santa Teresa se retoma o aspecto festivo da Vida religiosa.
 
Devemos ser realizados em nossa vocação e dar testemunho da alegria de ser carmelita.
 
Devo viver a minha vocação com alegria e não como um peso ou um castigo.
 
Diz Santa Teresa: “De santos tristes, livre-nos Deus”
 
Não pessoas azedas, não pessoas carrancudas, não pessoas fechadas em si mesma, mas sim pessoas alegres, vibrantes, contentes, entusiasmadas.
 
Quanto mais santo, tanto mais alegre.
 
Por isso Santa Teresa introduz juntamente com as duas horas de oração mental, duas horas de recreação. Momento de lazer, de diversão comunitária.
 
4º) Amar e servir a Igreja.
 
Santa Teresa contempla as grandes necessidades da Igreja em sua época e busca fazer tudo o que está ao seu alcance para ajudar a Igreja.
 
Amor filial: “Enfim morro filha da Igreja”
 
Quis que seus filhos estivessem ao serviço da Igreja: “Se não servires a Igreja, não terá cumprido com sua vocação”.
 
Comunhão – adesão –membros desse corpo de Cristo.
 
Temos uma missão dentro da Igreja: FAZER COM QUE TODOS SEJAM AMIGOS FORTES DE DEUS.
 
5º) Ter a Virgem Maria como Mãe, Irmã, Modelo e Protetora.
 
O Carmelo é todo de Maria.
 
Desde o nosso nascimento no Monte Carmelo carregamos essa inestimável graça de ser reconhecidos como a Ordem de Maria.
 
Maria muito mais que nossa mãe e protetora é o grande modelo de vida. Ela é a que ouve a palavra, medita em seu coração e a põe em prática.
 
Para ouvir a Deus precisamos silenciar, por isso o carmelita é um grande amante do silêncio. No dizer de são João da Cruz: “Uma só palavra falou o Pai, Jesus Cristo e falou no eterno silêncio e em silêncio deve ser ouvido pela alma”.
 


 

Para meditar devemos estar em sintonia com Deus, nos desligar de outras preocupações e aprender do próprio Deus. Ele é o nosso “Mestre interior”, o nosso “Livro vivo”.





Postado por Edna de Jesus no Blog da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus - OCDS - São Roque em 1/25/2014 12:48:00 AM

O ESCUDO DA ORDEM

 

 

A representação do escudo carmelita aparece pela primeira vez em 1499 na capa de um livro sobre a vida de Santo Alberto. Neste desenho o símbolo gráfico aparece sob a forma de um vexillum (estandarte), que logo depois foi modificando-se nos detalhes até assumir a atual forma de escudo heráldico. Não existe uma explicação oficial do escudo, e, por isso mesmo, há uma diversidade de interpretações. Apresentamos aqui as interpretações mais comuns e sensatas.

No escudo tradicionalmente utilizado encontramos 6 elementos:

Uma montanha

Uma montanha estilizada, em geral de cor marrom, com as ladeiras curvadas, cujo cimo se projeta para o céu. Refere-se ao Monte Carmelo, lugar de origem da Ordem do Carmo, mas também categoria que simboliza um caminho espiritual, um projeto de vida, um itinerário para a união com Deus.

Uma cruz no cimo da montanha

No século XVII os Carmelitas Descalços ajuntam uma cruz no cimo da montanha. Também algumas províncias dos Calçados a usam também a partir deste mesmo século, especialmente na espanha. A Província Ciciliana dos Carmelitas da Antiga Observância colocavam a cruz da terra santa no alto do monte. Com o tempo o símbolo foi se definindo como distintivo dos descalços. A Cruz, nossa única esperança, representa o amado Cristo a quem o Carmelita serve com sua consagração e a quem busca unir-se.

Três estrelas

Os símbolos do escudo que mais gera diferentes interpretações são justamente estas estrelas. Uma, dourada, no centro do monte, abaixo; outras duas douradas fora do monte, no céu. Uma interpretação comum interpreta as estrelas como símbolos de personagens importantes da Ordem, estrelas de primeira grandeza, portanto, que brilham no céu do Carmelo. Na lógica desta interpretação a estrela do centro seria o símbolo da Virgem Maria e as outras duas Santa Teresa e São João da Cruz, para os Descalços; Santo Elias e Santo Eliseu, para os Calçados. Alguns ainda querem que uma das duas estrelas acima represente São José. Mas há uma outra interpretação que leva em conta o lugar das estrelas e o fato da Virgem Maria já estar representada no escudo com a Coroa de 12 estrelas. Por isso, segundo esta tradição, a estrela que está no centro do monte, de cor prata, representaria todos os frades que escalam o monte em sua vida terrena, destinados a alcançar a glória de Deus em seu cume. A estrela está no centro, na senda do nada que leva diretamente ao alto. As duas estrelas, de ouro, no céu, representa todos os irmãos que, tendo escalado o monte, reinam com Cristo e a Virgem no céu e intercedem, e iluminam os que ainda ascendem o mesmo monte.

Uma coroa de 12 estrelas

Este é o símbolo incontestável da Virgem Maria segundo a visão de São João no Apocalipse (Apoc 12,1) e por antiga tradição vista como símbolo de Maria, mãe da Igreja, rainha dos apóstolos (12), fundamentos do novo povo de Deus.

Um braço com uma espada de fogo

O braço, segurando a espada de fogo, é inequívoca representação do profeta Elias, pai e inspirador da Ordem, zeloso do Senhor.

Uma faixa com uma inscrição

A faixa, enrolada na espada de Elias, traz a frase do profeta ao ser questionado por Deus sobre o que fazia: “estou ardendo de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos” [1 Re 19,10]. É o grande lema do carmelita que busca a face de Deus, se apaixona por Ele e dedica cada fibra de si mesmo pela sua causa, vivendo em obséquio de seu Cristo, rosto visível de Deus.
 



Fonte: http://www.carmelo.com.br/

 


 

Tópico: Página inicial

Filmes

Data: 02/03/2013 | De: Gabriel

Olá, Gostaria de saber nomes de filmes que é relacionado aos Carmelitas e seus Santos.
Obrigado.

Re:Filmes

Data: 04/03/2013 | De: Juliana

Olá Gabriel,

PAZ E ALEGRIA!
Graças ao Bom Deus, temos várias produções de filmes, para conhecermos um pouco mais da vida dos santos, que se complementa sempre com a leitura de seus escritos.

Tem uma série sobre a vida de Santa Teresa de Jesus, dividida em 8 capítulos, pode ser encontrado na integra no you tube. Chama-se Teresa de Jesus.
De Santa Teresinha do Menino Jesus tem uma produção francesa Thérese, também disponível no you tube.
De Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein) - A Sétima Morada, em DVD. (Editora Paulinas)
Do beato Tito Brandsma - Duas Cruzes em DVD. (Editora Paulinas)
De Santa Teresa dos Andes - Com mesmo título, são 3 dvds. (Editora Paulinas)
Das Carmelitas Mártires de Compiégne - Filme antigo em preto e branco, disponível no you tube. Produção francesa excelente.
Que conhecendo mais você possa se apaixonar pelo Carmelo! Fica com Deus!

Orações pelo Santo Padre e pelo Conclave

Data: 19/02/2013 | De: Grupo Flor do Carmelo

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Neste período de mudanças, oremos para que o Espírito Santo ilumine e fortaleça o Santo Padre nos últimos dias de seu pontificado e conceda a Sabedoria e Entendimento necessários aos nossos cardeais para bem escolherem o novo Papa. E que o Senhor capacite e fortaleça o novo Papa! Oremos todos, ofereçamos todos nossos sacrifícios por uma boa e santa escolha. Deus os abençoe!

Irmãs Carmelitas em Marília

Data: 17/01/2013 | De: Paula Leme

Gostaria de saber se na cidade de Marília existe algum mosteiro das irmãs carmelitas, ou a cidade mais próxima onde eu poss encontrá-las... Grata

Re:Irmãs Carmelitas em Marília

Data: 22/01/2013 | De: Juliana

Olá Paula,
Paz e alegria!
Mosteiro de irmãs carmelitas mais próximo de você, seria em Franca ou Piracicaba. Entre no site: www.carmelo.com.br, tem o endereço de todos os Carmelos no Brasil, assim você poderá entrar em contato com elas. Você deseja ser carmelita? Que o Senhor a abençoe na sua busca... Fraterno abraço.

FELIZ NATAL DO SENHOR A TODOS!

Data: 25/12/2012 | De: Grupo Flor do Carmelo

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Desejamos um Santo e Feliz Natal do Senhor a todos vocês e seus familiares. E que o Menino Jesus derrame sua bençãos sobre toda a Família Carmelitana!
Um fraterno abraço.

Parabéns

Data: 09/12/2012 | De: Luciano Dídimo

Parabéns ao Grupo Flor do Carmelo pela entrada na Associação e pela iniciativa do blog, que faz com que possamos levar a espiritualidade carmelitana ao mundo de forma criativa e interativa. Grande abraço!

Re:Parabéns

Data: 10/12/2012 | De: Juliana

Obrigado Luciano por todo o apoio que nos tem dado e por sua contribuição para cada um de nós refletirmos com alegria e profundidade este tempo do Advento. Deus o abençoe!

Parabens

Data: 15/11/2012 | De: Izildinha

Oi Juliana,gostei muito que os Santos e Santas Camelitas estejam intercedendo por nosso grupo.
Bom feriado

parabéns

Data: 10/11/2012 | De: Maria Eduarda

Gostei muito da iniciativa de vocês e o blog esta muito alegre e cheio de amor!!!
Beijos
maria eduarda

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