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Bem-vindo!

PAZ E ALEGRIA!

Nós somos o Grupo Flor do Carmelo, pequena florzinha de Nossa Senhora do Carmo, estamos buscando viver a espiritualidade carmelitana na cidade de Bauru, centro-oeste paulista desde 23 de agosto de 2010, quando nos reunimos a primeira vez, ainda na casa de Juliana e Fábio, estes já estavam caminhando com a Comunidade irmã de Nossa Senhora do Carmo de Avaré-SP.

Atualmente nos reunimos na Paróquia Imaculada Conceição - R. Cyrênio Ferraz de Aguiar, nº 3-104 - Pres. Geisel em Bauru-SP todo 3º domingo às 17:00h.

 

                       

 

À todos os(as) irmãos(as) que tenham sede de intimidade com o Senhor e buscam uma espiritualidade para viver e uma comunidade para partilhar, estamos de braços abertos para acolhê-lo, aqueles que simplesmente desejam conhecer mais da espiritualidade do Carmelo, estamos felizes de por este meio partilhar com todos deste grande tesouro.

 

PARA REFLEXÃO

 
 
 

Deus, único mestre de oração

A oração é, quanto à sua natureza, a conversa e a união da alma com Deus; quanto à sua eficácia, é a conservação do mundo e a sua reconciliação com Deus, um ponto elevado acima das tentações, uma muralha contra as tribulações, a extinção das guerras, a alegria futura, a atividade que não cessa, a fonte das graças, a dadora dos carismas, um progresso invisível, o alimento da alma, a iluminação do espírito, o machado que corta o desespero, a expulsão da tristeza, a redução da ira, o espelho do progresso, a manifestação da nossa medida, o teste ao estado da nossa alma, a revelação das coisas futuras, o anúncio seguro da glória.

Tem coragem e terás o próprio Deus como mestre de oração. É impossível aprender a ver por meio de palavras, porque ver é um efeito da natureza. Assim também é impossível aprender a beleza da oração através dos ensinamentos de outros. A oração só se aprende na oração e o seu mestre é Deus, que ensina ao homem a ciência [...], que concede o dom da oração àquele que ora, que abençoa os anos dos justos.

 

São João Clímaco, monge do Monte Sinai

POESIA & CARMELO

 
                               Imagem relacionada

 

A cor do Carmelo é marrom

Pois é a cor do serviço,

Cor da pele e do couro,

Cor do escapulário

 

A cor do Carmelo é marrom

Pois é a cor do Tronco,

Cor da madeira e da Cruz

Cor da terra e do Monte

 

A cor do Carmelo é marrom

Pois é a cor da mistura

Do vermelho e do verde,

Do sangue e da esperança.

 

Luciano Dídimo, OCDS

Presidente Provincial da OCDS e membro da Comunidade S. José de Santa Teresa - Fortaleza/CE

Extraído de seu livro: A Rosa da Certeza - Ed. IMPRECE - 2016

ESPIRITUALIDADE DOS SANTOS CARMELITAS

 

                                Imagem relacionada

 

A SANTIDADE QUE SURGE NA FAMÍLIA: SANTA ELISABETH DA TRINDADE[1]

 

Carlos Eduardo da Eucaristia[2], OCDS

 

Santa Elisabeth da Trindade foi canonizada pelo Papa Francisco em 2016, mas tudo começou em uma família, a partir do amor de um casal. O nascimento de Santa Elisabeth foi o fruto do amor de José Francisco Catez e Maria Rolland. Nesse artigo iremos contar um pouco sobre a história de amor desse casal, que se dedicou tanto para criar suas duas filhas, frutificando para o bem do povo de Deus. Também iremos partilhar um pouco do ambiente familiar de Santa Elisabeth da Trindade, especialmente nos seus relacionamentos com sua mãe e sua irmã. No final, rezaremos juntos pelas famílias.

 

Quem foi José Francisco Catez, pai de Santa Elisabeth da Trindade?

O pai de Santa Elisabeth nasceu em 1832, em um município no norte da França. José Francisco Catez era filho de um senhor muito simples, religioso e trabalhador. Infelizmente, o menino, que viria a ser o pai de Santa Elisabeth, ficou órfão aos 8 anos de idade. A criação de José Catez ficou sob responsabilidade da sua mãe, senhora Fideline, que dependia do apoio econômico dos seus filhos mais velhos. Neste período do século XIX, a França passava por uma dura crise econômica e a família Catez sofreu bastante.

Com 20 anos, em 1853, o jovem José mudou-se para a cidade de Arrás para se alistar no exército imperial da França. Ele precisou se esforçar muito e passar por diversas dificuldades para poder progredir na carreira militar. Ele serviu na Argélia e lutou na Guerra Franco-Prussiana. Lamentavelmente, o jovem militar, que viria a ser o pai de Santa Elisabeth, foi preso pelos prussianos durante sete meses. Na sequência, José Catez recebeu promoções, chegando ao cargo de capitão aos 43 anos de idade, contando mais de 20 de anos de serviço militar à França, que já havia se tornado, novamente, uma república. 

O capitão Catez comandava um esquadrão, de maneira ativa e enérgica. Sua situação sócio-econômica atingiu uma condição que lhe permitia pensar em formar uma família. Ele foi transferido para o sul da França, o que foi providencial para que ele conhecesse sua futura esposa, a jovem Maria Emília, que vivia nesta mesma região.

 

Quem foi Maria Emília Rolland, mãe de Santa Elisabeth da Trindade?

Maria Emília Rolland nasceu em uma família abastada e não precisou sofrer as dificuldades e necessidades que marcaram o início da vida de seu marido. Ela era filha de Raimundo Rolland e Josefina Klein. Este outro avô de Santa Elisabeth, senhor Raimundo, também era um militar, mas era nascido no sul da França. Ele começou a sua carreira no exército aos 20 anos e, em 1851, conseguiu chegar ao cargo de capitão, como o senhor José Catez conseguiria décadas depois. A esposa do capitão Raimundo era uma filha única, de temperamento enérgico.

Os jovens Raimundo e Josefina casaram-se na cidade de Lunéville, no nordeste da França. Foi justamente em Lunéville, em 1846, que nasceu a mãe da Santa Elisabeth da Trindade. A pequena Maria Emília sentia a falta do seu pai, capitão Rolland, quando ele se ausentava para períodos mais intensos do serviço militar, especialmente no período do conflito na Argélia e na campanha da Itália. A jovem Maria também sofreu muito ao ser mordida por uma cobra, o que afetou sua saúde, deixando-a com uma aparência mais envelhecida.  

Antes de conhecer José Catez, a jovem Maria Rolland apaixonou-se por um outro jovem militar e chegou a tornar-se noiva. Contudo, este seu primeiro noivo morreu na Guerra Franco-Prussiana, em 1870. Maria ficou muito abalada com a perda do seu primeiro grande amor. Questionou até mesmo a sua vocação: por que será que sofreu essa perda? Será que não deveria se casar? Seria melhor tornar-se religiosa?

Francisco Sancho Fermín e Rómulo Cuartas Lodoño comentaram sobre a importância de um livro de Santa Teresa de Jesus na formação espiritual de Maria Rolland. Esta jovem conheceu a obra Caminho de Perfeição e gostava de copiar alguns trechos mais marcantes. Este amor à espiritualidade carmelita seria transmitido para sua filha, Santa Elisabeth da Trindade.

 

A Família aumentou: os nascimentos de Santa Elisabeth da Trindade e sua irmã

O tempo passou e a jovem Maria conheceu José Catez, que era quase 14 anos mais velho. Eles se apaixonaram e, finalmente, se casaram numa cerimônia presidida pelo padre Angles, na cidade de Santo Hilário, na região onde o capitão trabalhava e na qual o casal se conheceu. Mesmo depois da viuvez, Maria, assumindo o sobrenome Catez, continuou tendo um carinho especial com esse local e viajaria outras vezes para essa região com suas duas filhas. O padre Angles permaneceu amigo da família, mantendo uma afinidade espiritual profunda com Santa Elisabeth da Trindade.

A primeira filha do casal José e Maria Catez foi justamente Santa Elisabeth, que nasceu no dia 18 de julho de 1880, em um acampamento militar onde seu pai estava trabalhando. No ano seguinte, o capitão Catez mudou-se com a família para Auxone, onde nasceria a segunda filha, Margarida, em 1882. A última transferência do capitão José Catez foi direcionada para a cidade de Dijon. O pai de Santa Elisabeth pôde manter um bom padrão de vida para sua família, em Dijon. O capitão finalmente se aposentou, em 1885, contando com a estima de seus colegas militares, em virtude da sua retidão, lealdade e bom coração.

 

Santa Elisabeth da Trindade, órfã de pai

No ano em que nasceu a segunda filha do casal, Margarida, morreu a dona Josefina, mãe de Maria e avó daquelas crianças. O viúvo, senhor Raimundo, foi morar com a filha, o genro e as netas. As crianças, Elisabeth e Margarida, conviveram com seu avô até o seu falecimento, em 1887. No mesmo ano, a família teve outra grande tristeza, com a morte do papai de Santa Elisabeth da Trindade. Como foi o impacto de perder o pai aos 7 anos de idade? Dez anos depois, a adolescente reviu esse fato doloroso escrevendo uma poesia que expressou a profundidade do sentimento:

“Ó pai, há dez anos,

Feria-te a cruel morte!

Deixavas tua viúva desolada,

Tuas filhas tão jovens ainda;

E tua alma deixava a terra,

Lugar de exílio e de misérias,

Para voltar ao seio de Deus,

Na bela cidade dos Céus”

(Santa Elisabeth da Trindade, poesia 37).

 

Sobre a Convivência de Santa Elisabeth da Trindade com a sua Família

As duas irmãs, Elisabeth e Margarida, possuíam temperamentos diferentes, mas eram amigas e companheiras nos estudos, na música e nas brincadeiras. Se Margarida mostrava um temperamento sereno e calmo, Elisabeth era o oposto, chegando a ser comparada com um  “diabinho”, pois mostrava um comportamento até violento, às vezes. Como é que Elizabeth mudou suas atitudes? Pelo Amor a Deus e à sua mãe. Um fato muito marcante nessa “conversão” de Santa Elisabeth da Trindade foi a sua Primeira Eucaristia, em 1891, quando recebeu uma Graça que a marcou durante toda a sua vida. A partir daí, ela foi se entregando cada vez mais Jesus, com generosidade e humildade.

A senhora Maria Catez manteve-se muito ligada espiritualmente com as filhas, especialmente com Santa Elisabeth da Trindade. Apesar do sofrimento de ver a filha entrar no Carmelo, soube oferecer esse sacrifício a Deus, espelhando-se em outra viúva, a Santíssima Virgem, aos pés da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 19, 25-27). Assim como a Virgem Maria ofereceu seu filho crucificado, a senhora Catez ofereceu sua filha que ingressava na clausura carmelita, em 1901.

No ano seguinte, a senhora Catez teve a alegria de ver o casamento de sua filha mais nova, Margarida, com o senhor Jorge Chevignard. Margarida teve nove filhos, sendo que as duas primeiras crianças receberam carinhos e orações especiais de Santa Elisabeth da Trindade: Odete, nascida em 1905, e a primogênita, que recebeu o nome Elisabeth em homenagem à sua tia carmelita. Observe-se que, dos nove sobrinhos de Santa Elisabeth, um foi sacerdote e quatro mulheres se consagraram a Deus, incluindo a primogênita.

Santa Elisabeth sentia uma amizade muito grande com sua irmã Margarida, o que foi se transformando em uma espécie de comunhão espiritual, que se manifestou no escrito “Céu na Fé”, escrito durante a doença final daquela jovem irmã carmelita, em 1906, alguns meses antes de morrer. A monja carmelita queria fazer uma “surpresa” para sua irmã, que apenas ficou sabendo disso em 1907. Santa Elisabeth sentia-se a “mãezinha” espiritual de sua irmã Margarida e deixou esses escritos como uma espécie de alimento para a caminhada dela, beneficiando, posteriormente, todo o povo de Deus.

Também era grande o amor de Santa Elisabeth da Trindade pela sua mãe. A senhora Catez sofria com a clausura da filha, que morava na mesma cidade. Mesmo assim, mãe e filhas se amavam de coração. A irmã Elisabeth da Trindade acompanhava, do Carmelo, cada sofrimento de sua mãe, até mesmo as doenças de estômago. A senhora Catez sofreu muito com a doença e a morte de Santa Elisabeth. A passagem da filha abalou profundamente a mãe, que modificou bastante a sua vida interior. Oito anos depois, em 1914, a senhora Catez também iria falecer, por causa de uma parada cardíaca. Por sua vez, a senhora Margarida, irmã de Santa Elisabeth, faleceu, já viúva, aos 71 anos de idade, em 1954.

 

Oração final pelas Famílias

Como é bonito ver uma família que se ama, produzindo frutos de fé esperança. Santa Elisabeth da Trindade não nasceu do acaso, mas nasceu do amor de um casal unido pelo sacramento do matrimônio. Vamos terminar esse artigo pedindo a intercessão dessa santa carmelita em favor de todas as famílias. Que Deus olhe com Misericórdia infinita para os lares, curando feridas e distribuindo bênçãos: Santa Elisabeth da Trindade, rogai por nós!

 

Referências

CARMEL DE DIJON. Elisabeth de la Trinité: Vie. Dijon: Carmel de Flavignerot, 2016c. Disponível em: http://elisabeth-dijon.org/vie.html. Acesso em: 14 dez. 2016.

ELISABETE DA TRINDADE, Irmã Carmelita Descalça. Obras Completas. Tradução autêntica dos escritos originais por Attílio Cancin. Petrópolis: Vozes, 1993.

FERMÍN, Francisco J. Sancho; LODOÑO, Rómulo Cuartas. 100 fichas sobre “Elisabete da Trindade”: para aprender e ensinar. Burgos: Editorial Monte Carmelo, 2006.

SCIADINI, Frei Patrício. Memórias da Beata Elisabeth da Trindade. São Paulo: LTr Editora, 2006, 216p.

VARGAS, Carlos Eduardo de C. A Misericórdia na Espiritualidade de Santa Elisabeth da Trindade. Prefácio de Frei Patrício Sciadini. São Paulo: LTr Editora, 2017.

 

 

 

 

 

 



[1]     Artigo dedicado para a Comunidade OCDS de Bauru, São Paulo.

[2]     Carlos Vargas é presidente da Comunidade Santa Teresa de Jesus (Curitiba – Paraná) e conselheiro da Província Nossa Senhora do Carmo. Escreveu o livro “A Misericórdia na Espiritualidade de Santa Elisabeth da Trindade” (LTr, São Paulo, 2017).

 

ESPECIAL: LIVROS

 
Nosso irmão Carlos Vargas, OCDS da Comunidade Santa Teresa de Jesus de Curitiba/PR lançou recentemente um livro que medita sobre a relação que Santa Elizabeth da Trindade tinha com a Misericórdia Divina. Um livro muito interessante para nossa meditação diária.
 
 
                           
 
Disponível para vendas no site da Editora LTR no valor de R$ 12,00 + frete: http://www.ltreditora.com.br/a-misericordia-na-espiritualidade-de-santa-elisabeth-da-trindade.html

Ser Carmelita

 
 
 
Vocação – palavra que usamos habitualmente e não sabemos bem o seu significado.
 
Vocação: é a graça que Deus nos concede para que possamos realizar aquilo a que nos chama.
 
É a capacitação que Deus nos concede para realizar algo. Deus capacita todos os chamados, ou seja, ele dá os meios, os instrumentos para segui-Lo.
 
Chamados a ser carmelita.
 
Se Deus te chamou a vida carmelitana, quer dizer que Ele te deu tudo o que necessitas para chegar a ser um bom carmelita.
 
Deus não chama ninguém a mediocridade.
 
Deus chama a ser em plenitude.
 
Ser carmelita é uma vocação específica, diferente de qualquer outra família religiosa. Ser carmelita é diferente de ser capuchinho, diferente de ser beneditino, diferente de ser marista, diferente de ser diocesano.
 
Por que é diferente?
 
Porque temos um carisma próprio – peculiar – de viver o Evangelho.
 
Temos um estilo, um modo, um jeito de seguir Jesus Cristo diferente das outras Congregações religiosas.
 
O que é ser Carmelita?
 
1º) Ser uma pessoa de oração.
 
Somos conhecidos na Igreja como uma família dedicada à oração. Precisamos mudar a nossa mentalidade a respeito da oração.
 
A oração não pode ser apenas um momento de repetir fórmulas prontas, mas um momento de intimidade com Deus.
 
A oração para nós “é um relacionamento de amizade com Aquele que sabemos que nos ama”.
 
A oração nasce da necessidade de um coração fascinado – atraído – enamorado – encantado por Deus.
A oração é...
- a água que vitaliza;
- o sol que ilumina;
- o motor que move e
- o alimento que fortalece
Ser orante e não apenas fazer oração. Viver na presença de Deus. Colocar os nossos olhos unicamente no Cristo. No dizer de Santa Teresinha: “Não se passou três minutos de minha vida sem que eu pensasse em Deus”.
 
2º) Viver em fraternidade.
 
O desejo de Santa Teresa de que reinasse em nossas comunidades o espírito de família.
 
Fraternidade = Frater = Frei = Irmão. Devemos viver como irmãos uns dos outros.
 
Diz Santa Teresa: Nessa casa ...
- todos hão de se amar;
- todos hão de ser amigos;
- todos hão de se querer bem;
- todos hão de se ajudar;
- todos hão de ser iguais.
 
Para tanto precisamos dialogar. Conhecer para amar.
 
Quanto mais santa tanto melhor de conviver.
 
3º) Ser alegre.
 
Com Santa Teresa se retoma o aspecto festivo da Vida religiosa.
 
Devemos ser realizados em nossa vocação e dar testemunho da alegria de ser carmelita.
 
Devo viver a minha vocação com alegria e não como um peso ou um castigo.
 
Diz Santa Teresa: “De santos tristes, livre-nos Deus”.
 
Não pessoas azedas, não pessoas carrancudas, não pessoas fechadas em si mesma, mas sim pessoas alegres, vibrantes, contentes, entusiasmadas.
 
Quanto mais santo, tanto mais alegre.
 
Por isso Santa Teresa introduz juntamente com as duas horas de oração mental, duas horas de recreação. Momento de lazer, de diversão comunitária.
 
4º) Amar e servir a Igreja.
 
Santa Teresa contempla as grandes necessidades da Igreja em sua época e busca fazer tudo o que está ao seu alcance para ajudar a Igreja.
 
Amor filial: “Enfim morro filha da Igreja”
 
Quis que seus filhos estivessem ao serviço da Igreja: “Se não servires a Igreja, não terá cumprido com sua vocação”.
 
Comunhão – adesão –membros desse Corpo de Cristo.
 
Temos uma missão dentro da Igreja: FAZER COM QUE TODOS SEJAM AMIGOS FORTES DE DEUS.
 
5º) Ter a Virgem Maria como Mãe, Irmã, Modelo e Protetora.
 
O Carmelo é todo de Maria.
 
Desde o nosso nascimento no Monte Carmelo carregamos essa inestimável graça de ser reconhecidos como a Ordem de Maria.
 
Maria muito mais que nossa mãe e protetora é o grande modelo de vida. Ela é a que ouve a palavra, medita em seu coração e a põe em prática.
 
Para ouvir a Deus precisamos silenciar, por isso o carmelita é um grande amante do silêncio. No dizer de São João da Cruz: “Uma só palavra falou o Pai, Jesus Cristo, e falou no eterno silêncio e em silêncio deve ser ouvido pela alma”.
 


 

Para meditar devemos estar em sintonia com Deus, nos desligar de outras preocupações e aprender do próprio Deus. Ele é o nosso “Mestre interior”, o nosso “Livro vivo”.





Postado por Edna de Jesus no Blog da Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus - OCDS - São Roque em 1/25/2014 12:48:00 AM

O ESCUDO DA ORDEM

 

 

A representação do escudo carmelita aparece pela primeira vez em 1499 na capa de um livro sobre a vida de Santo Alberto. Neste desenho o símbolo gráfico aparece sob a forma de um vexillum (estandarte), que logo depois foi modificando-se nos detalhes até assumir a atual forma de escudo heráldico. Não existe uma explicação oficial do escudo, e, por isso mesmo, há uma diversidade de interpretações. Apresentamos aqui as interpretações mais comuns e sensatas.

No escudo tradicionalmente utilizado encontramos 6 elementos:

Uma montanha

Uma montanha estilizada, em geral de cor marrom, com as ladeiras curvadas, cujo cimo se projeta para o céu. Refere-se ao Monte Carmelo, lugar de origem da Ordem do Carmo, mas também categoria que simboliza um caminho espiritual, um projeto de vida, um itinerário para a união com Deus.

Uma cruz no cimo da montanha

No século XVII os Carmelitas Descalços ajuntam uma cruz no cimo da montanha. Também algumas províncias dos Calçados a usam também a partir deste mesmo século, especialmente na espanha. A Província Ciciliana dos Carmelitas da Antiga Observância colocavam a cruz da terra santa no alto do monte. Com o tempo o símbolo foi se definindo como distintivo dos descalços. A Cruz, nossa única esperança, representa o amado Cristo a quem o Carmelita serve com sua consagração e a quem busca unir-se.

Três estrelas

Os símbolos do escudo que mais gera diferentes interpretações são justamente estas estrelas. Uma, dourada, no centro do monte, abaixo; outras duas douradas fora do monte, no céu. Uma interpretação comum interpreta as estrelas como símbolos de personagens importantes da Ordem, estrelas de primeira grandeza, portanto, que brilham no céu do Carmelo. Na lógica desta interpretação a estrela do centro seria o símbolo da Virgem Maria e as outras duas Santa Teresa e São João da Cruz, para os Descalços; Santo Elias e Santo Eliseu, para os Calçados. Alguns ainda querem que uma das duas estrelas acima represente São José. Mas há uma outra interpretação que leva em conta o lugar das estrelas e o fato da Virgem Maria já estar representada no escudo com a Coroa de 12 estrelas. Por isso, segundo esta tradição, a estrela que está no centro do monte, de cor prata, representaria todos os frades que escalam o monte em sua vida terrena, destinados a alcançar a glória de Deus em seu cume. A estrela está no centro, na senda do nada que leva diretamente ao alto. As duas estrelas, de ouro, no céu, representa todos os irmãos que, tendo escalado o monte, reinam com Cristo e a Virgem no céu e intercedem, e iluminam os que ainda ascendem o mesmo monte.

Uma coroa de 12 estrelas

Este é o símbolo incontestável da Virgem Maria segundo a visão de São João no Apocalipse (Apoc 12,1) e por antiga tradição vista como símbolo de Maria, mãe da Igreja, rainha dos apóstolos (12), fundamentos do novo povo de Deus.

Um braço com uma espada de fogo

O braço, segurando a espada de fogo, é inequívoca representação do profeta Elias, pai e inspirador da Ordem, zeloso do Senhor.

Uma faixa com uma inscrição

A faixa, enrolada na espada de Elias, traz a frase do profeta ao ser questionado por Deus sobre o que fazia: “estou ardendo de zelo pelo Senhor Deus dos Exércitos” [1 Re 19,10]. É o grande lema do carmelita que busca a face de Deus, se apaixona por Ele e dedica cada fibra de si mesmo pela sua causa, vivendo em obséquio de seu Cristo, rosto visível de Deus.
 



Fonte: http://www.carmelo.com.br/

 


 

Tópico: Página inicial

Re:parabéns

Data: 14/11/2012 | De: Juliana

Olá Maria Eduarda, muito obrigada por sua visita e se tiver alguma sugestão, também aceitamos, será muito bem vinda.

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